Fotografia: Museu da Cidade, Câmara Municipal de Lisboa,  © Museu da Cidade, Câmara Municipal de LisboaFotografia: Museu da Cidade, Câmara Municipal de Lisboa,  © Museu da Cidade, Câmara Municipal de Lisboa


Identificação do Monumento:

Palácio Pimenta

Outra designação:

Casa da Quinta da Pimenta; Casa da Madre Paula; Palácio Galvão Mexia; Museu da Cidade de Lisboa

Localização:

Lisboa, Lisboa, Portugal

Contact DetailsPalácio Pimenta
Museu da Cidade
Campo Grande, 245
1700-091 Lisboa
T : +351 21 751 3200
F : +351 21 757 1858
E : museudacidade@cm-lisboa.pt
Câmara Municipal de Lisboa, Museu da Cidade (Responsible Institution)

Data:

Século XVIII

Artistas:

Desconhecido.

Tipologia do monumento:

Arquitectura secular ou civil, palácio.

Encomendado por:

Atribuído ao rei D. João V.

Historial:

É mal conhecida a história do palácio Pimenta, que é, no entanto, um interessante exemplar da arquitectura civil dos arredores de uma grande cidade. A lenda atribui a sua construção a D. João V, que teria encomendado o edifício de modo a aí instalar Paula Teresa da Silva, madre superiora do Mosteiro de Odivelas, que o monarca tornara sua amante. O palácio, cenário dos encontros amorosos do rei, tornou-se residência da família Galvão-Mexia. Em 1956, foi adquirido pela Câmara Municipal de Lisboa. Entre 1979 e 1984, foi ali instalado o Museu da Cidade de Lisboa, aberto ao público nesta última data.

Descrição:

Edifício principal de planta rectangular e com fachada corrida, com dois andares e ático. O piso térreo possui janelas com emolduramento discreto, de traça barroca, e um grande portal ao centro, destinado a entrada de cerimónia, com dimensões suficientes para permitir a entrada de carruagens. Este grande portal compõe um registo vertical, com pilastras que o enquadram e se prolongam, abrangendo o primeiro andar, sustentando uma janela de cerimónia com varanda, ladeada, de cada lado, por uma janela de sacada. É encimado por um pequeno frontão semicircular que revela alguma erudição no desenho, possivelmente na esteira do barroco desenvolvido durante o reinado joanino, nomeadamente na sequência das obras de edificação do mosteiro de Mafra (1717-1730). Na ala nascente, encontra-se instalado um ensemble d'époque, que recria o ambiente de um destes palácios suburbanos durante o século XVIII, fazendo parte integrante do circuito de visita do Museu. Este, por sua vez, encontra-se instalado em todo o edifício e contém uma riquíssima colecção de arqueologia, lapidária, escultura, faiança, pintura, gravura e desenho, apresentando, de forma didáctica, a história da cidade de Lisboa. Destaca-se, especialmente, pelo espólio relativo ao período barroco. Aqui encontra-se a mais importante colecção de desenhos relativos à construção do Aqueduto das Águas Livres de Lisboa, bem como documentos (gravuras, plantas originais e desenhos) relativos à reconstrução da cidade depois do Terramoto de 1755.

View Short Description

Palácio suburbano de origem barroca, datado de meados do século XVIII, com um pátio traseiro com planta em U e quinta de recreio. Encontrava-se associado à exploração agrícola de uma parcela de terras do actual Campo Grande de Lisboa, outrora zona rural dos arredores da grande cidade.

Como foi estabelecida a datação:

Análise artística e estilística.

Special features

Ensemble d’ époque: cozinha

Piso térreo

C. 1750

Desconhecido

Recriação de uma cozinha do século XVIII, instalada no espaço destinado a este fim no próprio palácio. É revestida a azulejos de figura avulsa, com representações alusivas aos temas culinários (má cozinheira, peças de caça penduradas), e encontra-se dotada de uma chaminé de grande boca e de mesas de pedra com utensílios de cozinha setecentistas.

Escadaria

Interior do palácio

C.1750

Desconhecido

Grande escada de aparato na zona central e nuclear do Palácio.

Ensemble d’époque: quarto de dormir

Piso térreo

C. 1750

Desconhecido

Instalado na ala nascente do Palácio, dando para o jardim do buxo, encontra-se uma recriação do ambiente palaciano setecentista, com móveis da época. Destaque para o revestimento de azulejos com temas campestres, cenas galantes, chinoiseries, na sua maioria datados de 1746.

Ensemble d’époque: sala de jantar

Piso térreo

Cerca de 1750

Desconhecido

Tal como acontece com o quarto de dormir, esta recriação da sala de jantar encontra-se na ala nascente do palácio. Merecem especial destaque os azulejos que forram as paredes, retratando temas rurais e cenas românticas, bem como as chinoiseries, cuja maioria data de 1746.

Maquette de Lisboa antes do terramoto de 1755

Piso térreo

C.1950

Gustavo Matos Cerqueira, Vieira da Silva e outros

Enorme maquette do centro de Lisboa anterior ao terramoto de 1755.

Bibliografia seleccionada:

Moita, I. (direcção de), O Livro de Lisboa, Lisboa, 1994.
Serrão, V., “O Barroco, História da Arte em Portugal, Lisboa, 2003.

Citation:

Paulo Pereira "Palácio Pimenta" in "Discover Baroque Art", Museum With No Frontiers, 2026.
https://baroqueart.museumwnf.org/database_item.php?id=monument;BAR;pt;Mon11;26;pt

Autoria da ficha: Paulo PereiraPaulo Pereira

APELIDO: Pereira
NOME PRÓPRIO: Paulo

ORGANISMO: Faculdade de Arquitectura, Universidade Técnica de Lisboa

CARGO/FUNÇÃO: DOCENTE UNIVERSITÁRIO

CV:
Historiador de Arte. Conferencista convidado em diversos seminários e congressos em Portugal, Espanha, França, Itália, EUA e Brasil. É autor e coordenador de várias obras sobre a História da Arte Portuguesa, algumas das quais galardoadas. Comissariou exposições em Gand, Bruxelas, Berlim e Portugal, em cujos catálogos colaborou. Foi Chefe da Divisão de Museus da Câmara Municipal de Lisboa e Vice-Presidente do IPPAR, actual IGESPAR. É docente da Faculdade de Arquitectura da Universidade Técnica de Lisboa.

Número interno MWNF: PT 26

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