Fotografia: Luis Ferreira Alves,  © DRCN, Mosteiro S. Martinho de TibãesFotografia: Jorge Inácio,  © DRCN, Mosteiro S. Martinho de TibãesFotografia: Jorge Inácio,  © DRCN, Mosteiro S. Martinho de TibãesFotografia: Jorge Inácio,  © DRCN, Mosteiro S. Martinho de TibãesFotografia: Jorge Inácio,  © DRCN, Mosteiro S. Martinho de TibãesFotografia: Jorge Inácio,  © DRCN, Mosteiro S. Martinho de TibãesFotografia: Jorge Inácio,  © DRCN, Mosteiro S. Martinho de TibãesFotografia: Luis Ferreira Alves,  © DRCN, Mosteiro S. Martinho de TibãesFotografia: Luis Ferreira Alves,  © DRCN, Mosteiro S. Martinho de TibãesFotografia: Jorge Inácio,  © DRCN, Mosteiro S. Martinho de TibãesFotografia: Jorge Inácio,  © DRCN, Mosteiro S. Martinho de TibãesFotografia: Jorge Inácio,  © DRCN, Mosteiro S. Martinho de TibãesFotografia: Jorge Inácio,  © DRCN, Mosteiro S. Martinho de TibãesFotografia: Jorge Inácio,  © DRCN, Mosteiro S. Martinho de TibãesFotografia: Jorge Inácio,  © DRCN, Mosteiro S. Martinho de Tibães


Identificação do Monumento:

Mosteiro de São Martinho de Tibães

Outra designação:

Mosteiro de Tibães

Localização:

Mire de Tibães, Braga, Portugal

Contact DetailsMosteiro de São Martinho de Tibães
Rua do Mosteiro
4700-565 Mire de Tibães
T : +351 253 622 670 / +351 253 62 39 50
F : +351 253 62 39 51
E : msmtibaes@culturanorte.pt
Direcção Regional da Cultura do Norte (Responsible Institution)

Data:

Séculos XVII–XVIII

Artistas:

Arquitectos: Manuel Álvares [n.d.] e João Turriano [n.d.]; escultores: Frei José Cipriano da Cruz Sousa (c.1645–1716); André Soares (1720–1769); José Álvares de Araújo (act.1756), Frei José de Santo António Vilaça (1731–1809)

Tipologia do monumento:

Arquitectura religiosa, mosteiro.

Encomendado por:

Ordem de São Bento.

Historial:

O Mosteiro foi fundado no século XII e reconstruído entre os séculos XVII e XVIII, altura em que foram empreendidos importantes trabalhos. Com a extinção das ordens religiosas em Portugal, em 1833-1834, foi encerrado e os seus bens, móveis e imóveis, vendidos em hasta pública, processo que só terminou em 1864 com a compra do próprio edifício conventual, pelo Estado Português.

Descrição:

O Mosteiro de Tibães é composto por igreja, alas conventuais, ruínas e cerca monástica. A Igreja foi reedificada entre 1628 e 1661, seguindo o plano de Manuel Álvares e Frei João Turriano. Chão no estilo, a sua dimensão é enorme. A decoração interior é notável pela sua talha decorativa e esculpida por Frei Cipriano da Cruz Sousa, André Soares e Frei José de Santo António Vilaça. A importância do Mosteiro de Tibães mede-se, também, pelo papel que desempenhou como autêntico "estaleiro-escola" de um conjunto de arquitectos, mestres pedreiros, carpinteiros, entalhadores, douradores, enxambradores, imaginários e escultores, que trabalharam no Noroeste peninsular. A cerca é única por causa da mata, do espaço agrícola e do jardim barroco. Este possui fontes monumentais com notável iconografia hagiográfica e alegórica, possuindo algumas peças do sistema hidráulico que ainda hoje funcionam. Destaca-se como exemplo único de concepção de jardim monástico barroco.

View Short Description

O Mosteiro de Tibães é composto por igreja, alas conventuais, ruínas e cerca monástica. A igreja foi reedificada entre 1628 e 1661, seguindo o plano de Manuel Álvares e Frei João Turriano. Foi o trabalho notável de um grupo de arquitectos, entalhadores, escultores e douradores, onde se encontram nomes como Frei Cipriano da Cruz, André Soares e Frei José de Santo António Vilaça, que tornou a igreja do Mosteiro de S. Martinho de Tibães num dos mais elevados expoentes da arte portuguesa.

Como foi estabelecida a datação:

Por evidência histórica e análise estilística.

Special features

Claustro do Cemitério

Conjunto monástico

Séculos XVII–XVIII

Desconhecidos

O Mosteiro inclui dois claustros monásticos - o Claustro do Cemitério e o Claustro do Refeitório, o primeiro, no estilo clássico, com galerias em arco, ricamente decoradas com azulejos incompletos, o segundo em ruínas (e áreas adjacentes); o Jardim de Jericó; o Pátio de São João (no seu estado original, no que se refere a estrutura e desenho, e que inclui um pequeno jardim e um chafariz monumental, no centro); e o Pátio das Adegas.

Alas monásticas

Conjunto monástico

Séculos XVII–XVIII

Desconhecidos

Os longos corredores das alas deste mosteiro são o exemplo eloquente dos grandes espaços barrocos monásticos, não pelo excesso de ornamentações mas pela sua dimensão e pela repetição das celas com as suas paredes divisórias.

Escadório

Cerca monástica, Mosteiro S. Martinho de Tibães

Cerca de 1725

Desconhecido

O Escadório de Tibães foi construído quase em simultâneo com a primeira fase de construção do Escadório do Bom Jesus de Braga, cerca de 1725. É um bom exemplo da moda "barroca" de escadórios.

Interior da Igreja visto do Coro

Interior da Igreja

Final do século XVIII

André Soares (1720–1769), Frei José de Santo António Vilaça (1731–1809) e outros

Talha dourada do arco triunfal e retábulo do altar-mor.

Sacristia – vista geral

Interior da Igreja – Sacristia

Séculos XVII e XVIII

Frei José Cipriano da Cruz Sousa (c.1645–1716) e outros

A sacristia possui o que se considera ser a maior série de esculturas rocaille e esculturas barrocas, tanto na iconografia como no estilo, bem com um conjunto de figuras beneditinas.

Bibliografia seleccionada:

Smith, R. C., Frei Cipriano da Cruz, Escultor de Tibães, Porto, I968.
Smith, R. C., A Talha em Portugal, 1968.
Smith, R. C., Frei José de Santo António Ferreira Vilaça. Escultor Beneditino do Século XVIII, Lisboa, 1972.
Smith, R. C., André Soares, Arquitecto do Minho, Lisboa, 1973.
Sobral, L. de M., Do Sentido das Imagens. Ensaios sobre pintura barroca portuguesa e outros temas ibéricos, Lisboa, 1996.

Direitos de autor (designação completa):

Direitos de autor fotografias: Direcção Regional da Cultura do Norte, Mosteiro de São Martinho de Tibães.

Citation:

Aida  Mata, Paulo Pereira "Mosteiro de São Martinho de Tibães" in "Discover Baroque Art", Museum With No Frontiers, 2026.
https://baroqueart.museumwnf.org/database_item.php?id=monument;BAR;pt;Mon11;10;pt

Autoria da ficha: Aida Mata, Paulo PereiraPaulo Pereira

APELIDO: Pereira
NOME PRÓPRIO: Paulo

ORGANISMO: Faculdade de Arquitectura, Universidade Técnica de Lisboa

CARGO/FUNÇÃO: DOCENTE UNIVERSITÁRIO

CV:
Historiador de Arte. Conferencista convidado em diversos seminários e congressos em Portugal, Espanha, França, Itália, EUA e Brasil. É autor e coordenador de várias obras sobre a História da Arte Portuguesa, algumas das quais galardoadas. Comissariou exposições em Gand, Bruxelas, Berlim e Portugal, em cujos catálogos colaborou. Foi Chefe da Divisão de Museus da Câmara Municipal de Lisboa e Vice-Presidente do IPPAR, actual IGESPAR. É docente da Faculdade de Arquitectura da Universidade Técnica de Lisboa.

Número interno MWNF: PT 10

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